Nossas histórias com as histórias
Vejam um pouco das nossas experiências com a leitura!
EXPERIÊNCIA DE LEITURA DA PROFESSORA ALESSANDRA MITIE SATO BRASIL
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE LEITURA MARCANTE PARA MIM:
Sempre tive um apreço muito grande pela nossa Língua Portuguesa! Em 1991 ingressei na quinta série, época de mudança e ansiedade: teria vários professores diferentes. Entretanto, sempre gostava mais das professoras de Língua Portuguesa e Língua Inglesa (digo professoras porque eram sempre mulheres, as que serviram de exemplo para mim).
Mas como nos depoimentos de Gabriel O Pensador e de Gilberto Gil, os quais tiveram os avós como responsáveis pela alfabetização ou pelo gosto pela leitura, no meu caso foi minha tia, pessoa responsável pela minha primeira leitura realmente significativa: FELIZ ANO VELHO, de Marcelo Rubens Paiva. Foi ela quem me indicou o livro que achei muito fascinante, ficava imaginando como era a vida do protagonista, um personagem da vida real que sofria as consequências do momento histórico pelo qual passava nosso país. Sempre que ouço a música VERANEIO VASCAÍNA, do Capital Inicial, fico imaginando as cenas relatadas no livro. Confesso que depois desse livro, passei a ter um gosto maior pela leitura e, em especial, por biografias.
Ainda na adolescência, como fã da seleção olímpica masculina de vôlei de 1992, adquiri o livro VITÓRIA, A GARRA E A EMOÇÃO DO VÔLEI DE OURO DO BRASIL, de Nicolau Radamés Creti. Nele o autor narra os momentos mais marcantes da olimpíada e dessa vitória emocionante.
Como fã também dos Mamonas Assassinas, li o livro BLÁ, BLÁ, BLÁ, de Eduardo Bueno, em que ele relata a trajetória do grupo.
Já na época da faculdade, tive o prazer de ler o livro O DIÁRIO DE ANNE FRANK, no segundo ano de Língua Alemã. A experiência foi uma mescla de emoção e decepção. Como aceitar a realidade do Nazismo?
Essas leituras realmente me proporcionaram vários momentos de prazer e crescimento, uma vez que por traz de uma vida há uma história carregada de sentimentos e emoções.
EXPERIÊNCIA DE LEITURA DO PROFESSOR AMILTON BANDEIRA REIS
O ano era 1985, e a escola era Prof Jorge Duprad Figueiredo na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, ali começou meus primeiros passos na vida escolar, da qual eu não sai até hoje. Nessa época algo que eu me recordo muito eram as histórias que minha professora Bete contava, para explicar os sons das letras, ela dizia, por exemplo, ela dizia que havia um mundo onde as letras eram pessoas, e tinha suas características. O "r" sozinho era medroso, quando estava sozinho seu som era: ra, ra, ra, mas quando estava com o seu irmao ficava forte e corajoso e os dois juntos diziam "RRÁ". Mas a melhor foi quando o "C" perdeu a fala, queria falar mas só dizia cá,cá,cá, então o "s" que era muito bonzinho resolveu ajudá-lo, disse que para isso precisava ficar junto dele e assim o som que ele iria produzir era o som do "S", assim surgiu o "Ç" um "C" com um "éssezinho" embaixo que produz um som de "S". Essas história sempre me chamava a atenção e eu fui me envolvendo com a leitura e a escrita. Nunca me esqueço de uma excursão que teve já no final do ano quando a professora estava entregando os crachás com nosso nome e série e eu peguei alguns e fui entregando para os colegas, uma ajudante que estava com a minha professora ficou impressionada por eu já estar lendo na 1ª série ( mais ou menos como ocorre no comercial da caixa, "Gente, o Dudu tá lendo!). Desde então comecei a ler tudo, principalmente as histórias em quadrinhos que minha irmã mais velha me trazia, gostava muito das histórias de Mauricio de Souza. Na 5ª série me apaixonei pelas história policiais da série Vaga-Lume e no Ensino Médio, já aqui em Suzano, na escola Justiniano tive aulas de português com a professora Fátima que me fez apaixonar pela literatura Luso-Brasileira, então eu não poderia escolher outro curso senão o de Letras. Pela minha experiência acho que deve ser realmente assim, para desenvolver o gosto e o prazer pela leitura deve-se respeitar a faixa etária e psiquica de cada um, assim os alunos não vão ler ou produzir um texto de forma forçada, mas tendo prazer naquilo que está fazendo.
EXPERIÊNCIA DE LEITURA DA PROFESSORA ALEXANDRA
A leitura em minha vida deu início cedo e, mesmo que tenha surgido de forma natural essa consciência em mim, não posso deixar de dizer que grande parte dela, é do meu pai. Acredito que toda paixão a qual adquirimos, sempre precisa de um certo "empurrão", um incentivo. É muito difícil alguém pegar gosto pela leitura sem antes não ter tido uma referência positiva deste mundo mágico. Sou filha de uma pessoa muito esforçada, que parou os estudos para trabalhar, apesar de ter somente o antigo Ginásio, tem uma caligrafia linda e muita facilidade na escrita, sempre nos incentivou, a mim e meus irmãos, a lermos. Dizia que através da leitura que desenvolveríamos nossa escrita, nossa leitura e imaginação. É o velho ditado: quem lê, escreve. Além disso poderíamos conhecer o mundo através das páginas de um livro ampliando nossa criatividade.
Na minha infância liamos muito contos de fadas, contos diversos, histórias em quadrinhos e até mesmo literatura brasileira, como Iracema, de José de Alencar. Na adolescência (8ª série), um livro que também foi muito interessante, e nossa tutora Márcia talvez se lembre, a professora de português Valdiléia nos solicitou a leitura do livro Feliz Ano velho, de Marcelo Rubens Paiva, igualmente a professora Alessandra Sato, e essa leitura também foi muito significativa para época em que foi lida, e de lá para Universidade de Letras, tornou-se um hábito até os dias atuais.
MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA
Lembranças de escola sem escola!
Os relatos da maioria dos colegas cursistas, bem como de personalidades como Gabriel e Gil, passam pela infância na escola. Tenho que reconhecer que minhas memórias do fundamental I são as piores possíveis! Evidentemente guardo lembranças bucólicas como a leitura de historinhas feita pela professora (na época, tia) tanto na sala de aula quanto no parquinho de areia ou no pátio amplo de cimento, ou ainda na quadra. Contudo, criada sob o sistema de seriação classificatória, minha preocupação em ler passava longe do prazer e detinha-se no cumprimento de metas: sustentar o "A"/"10" para não mudar de sala e ser visto como incapaz.
O aspecto lúdico da leitura e, posteriormente, da escrita se fez presente para mim em casa. Minha mãe, formada pelo antigo magistério, aplicou em mim todas as teorias que ela tinha visto em sala de aula, e que estavam fervilhando as concepções de ensino da época, desde meus seis meses de idade. Comecei com os cartazes de alfabetização espalhados pela casa, passei para os poemas de Bandeira e cordéis, contos de fada, Monteiro Lobato, Maurício de Souza e a Bíblia. Aos 11 anos parti para os clássicos e não parei mais: Fernando Pessoa, Machado, Graciliano... até chegar à faculdade e ter contato com Seneca, Homero, Simônides, Píndaro, Virgílio e uma revisitação dos escritores bíblicos como os patriarcas, profetas e escritores de epístolas.
Durante a escola tive mais contato com a ESCRITA, por meio de oficinas e concursos. Hoje, escrever, no sentido literário, é algo mais distante. Não me julgo mais poeta ou algo parecido só por rascunhar uns papéis: prefiro contemplar os grandes e, por meio de suas palavras, tentar entender esse mundo louco em que estamos.
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE LEITURA MARCANTE PARA MIM:
Sempre tive um apreço muito grande pela nossa Língua Portuguesa! Em 1991 ingressei na quinta série, época de mudança e ansiedade: teria vários professores diferentes. Entretanto, sempre gostava mais das professoras de Língua Portuguesa e Língua Inglesa (digo professoras porque eram sempre mulheres, as que serviram de exemplo para mim).
Mas como nos depoimentos de Gabriel O Pensador e de Gilberto Gil, os quais tiveram os avós como responsáveis pela alfabetização ou pelo gosto pela leitura, no meu caso foi minha tia, pessoa responsável pela minha primeira leitura realmente significativa: FELIZ ANO VELHO, de Marcelo Rubens Paiva. Foi ela quem me indicou o livro que achei muito fascinante, ficava imaginando como era a vida do protagonista, um personagem da vida real que sofria as consequências do momento histórico pelo qual passava nosso país. Sempre que ouço a música VERANEIO VASCAÍNA, do Capital Inicial, fico imaginando as cenas relatadas no livro. Confesso que depois desse livro, passei a ter um gosto maior pela leitura e, em especial, por biografias.
Ainda na adolescência, como fã da seleção olímpica masculina de vôlei de 1992, adquiri o livro VITÓRIA, A GARRA E A EMOÇÃO DO VÔLEI DE OURO DO BRASIL, de Nicolau Radamés Creti. Nele o autor narra os momentos mais marcantes da olimpíada e dessa vitória emocionante.
Como fã também dos Mamonas Assassinas, li o livro BLÁ, BLÁ, BLÁ, de Eduardo Bueno, em que ele relata a trajetória do grupo.
Já na época da faculdade, tive o prazer de ler o livro O DIÁRIO DE ANNE FRANK, no segundo ano de Língua Alemã. A experiência foi uma mescla de emoção e decepção. Como aceitar a realidade do Nazismo?
Essas leituras realmente me proporcionaram vários momentos de prazer e crescimento, uma vez que por traz de uma vida há uma história carregada de sentimentos e emoções.
EXPERIÊNCIA DE LEITURA DO PROFESSOR AMILTON BANDEIRA REIS
O ano era 1985, e a escola era Prof Jorge Duprad Figueiredo na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, ali começou meus primeiros passos na vida escolar, da qual eu não sai até hoje. Nessa época algo que eu me recordo muito eram as histórias que minha professora Bete contava, para explicar os sons das letras, ela dizia, por exemplo, ela dizia que havia um mundo onde as letras eram pessoas, e tinha suas características. O "r" sozinho era medroso, quando estava sozinho seu som era: ra, ra, ra, mas quando estava com o seu irmao ficava forte e corajoso e os dois juntos diziam "RRÁ". Mas a melhor foi quando o "C" perdeu a fala, queria falar mas só dizia cá,cá,cá, então o "s" que era muito bonzinho resolveu ajudá-lo, disse que para isso precisava ficar junto dele e assim o som que ele iria produzir era o som do "S", assim surgiu o "Ç" um "C" com um "éssezinho" embaixo que produz um som de "S". Essas história sempre me chamava a atenção e eu fui me envolvendo com a leitura e a escrita. Nunca me esqueço de uma excursão que teve já no final do ano quando a professora estava entregando os crachás com nosso nome e série e eu peguei alguns e fui entregando para os colegas, uma ajudante que estava com a minha professora ficou impressionada por eu já estar lendo na 1ª série ( mais ou menos como ocorre no comercial da caixa, "Gente, o Dudu tá lendo!). Desde então comecei a ler tudo, principalmente as histórias em quadrinhos que minha irmã mais velha me trazia, gostava muito das histórias de Mauricio de Souza. Na 5ª série me apaixonei pelas história policiais da série Vaga-Lume e no Ensino Médio, já aqui em Suzano, na escola Justiniano tive aulas de português com a professora Fátima que me fez apaixonar pela literatura Luso-Brasileira, então eu não poderia escolher outro curso senão o de Letras. Pela minha experiência acho que deve ser realmente assim, para desenvolver o gosto e o prazer pela leitura deve-se respeitar a faixa etária e psiquica de cada um, assim os alunos não vão ler ou produzir um texto de forma forçada, mas tendo prazer naquilo que está fazendo.
EXPERIÊNCIA DE LEITURA DA PROFESSORA ALEXANDRA
A leitura em minha vida deu início cedo e, mesmo que tenha surgido de forma natural essa consciência em mim, não posso deixar de dizer que grande parte dela, é do meu pai. Acredito que toda paixão a qual adquirimos, sempre precisa de um certo "empurrão", um incentivo. É muito difícil alguém pegar gosto pela leitura sem antes não ter tido uma referência positiva deste mundo mágico. Sou filha de uma pessoa muito esforçada, que parou os estudos para trabalhar, apesar de ter somente o antigo Ginásio, tem uma caligrafia linda e muita facilidade na escrita, sempre nos incentivou, a mim e meus irmãos, a lermos. Dizia que através da leitura que desenvolveríamos nossa escrita, nossa leitura e imaginação. É o velho ditado: quem lê, escreve. Além disso poderíamos conhecer o mundo através das páginas de um livro ampliando nossa criatividade.
Na minha infância liamos muito contos de fadas, contos diversos, histórias em quadrinhos e até mesmo literatura brasileira, como Iracema, de José de Alencar. Na adolescência (8ª série), um livro que também foi muito interessante, e nossa tutora Márcia talvez se lembre, a professora de português Valdiléia nos solicitou a leitura do livro Feliz Ano velho, de Marcelo Rubens Paiva, igualmente a professora Alessandra Sato, e essa leitura também foi muito significativa para época em que foi lida, e de lá para Universidade de Letras, tornou-se um hábito até os dias atuais.
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